A Festa do Milho, promovida anualmente pela Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus nos meses de abril e maio, passa a integrar oficialmente o Calendário Oficial de Eventos do Município de Araraquara, após aprovação de Projeto de Lei na última Sessão Ordinária da Câmara. A proposta foi apresentada pelo presidente da Casa de Leis, vereador Rafael de Angeli (Republicanos).
De acordo com o texto, a Festa do Milho será comemorada com atividades culturais, religiosas, gastronômicas e de lazer, promovidas pela Paróquia em parceria com a comunidade, sem ônus aos cofres públicos municipais. No entanto, o Poder Público Municipal poderá apoiar logisticamente a realização do evento, desde que não implique em despesa adicional ao orçamento.
“A Festa do Milho destaca-se por sua relevância cultural, religiosa, gastronômica e comunitária, fortalecendo os laços sociais, valorizando as tradições populares e incentivando a participação da população em atividades de convivência, lazer e solidariedade. Além disso, o evento contribui para a preservação da identidade cultural do município e para o fomento da economia local, especialmente por meio do comércio e do trabalho voluntário”, entende o vereador Rafael de Angeli.
O padre Igor Rocha, da Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, participou da Tribuna Popular durante a Sessão e contou que a Festa nasceu em 2010 com a iniciativa do padre Wallace Tomazini. “Foi um gesto simples, porém cheio de fé e de esperança. Ao longo dos anos, teve continuidade com o saudoso e padre Edvan [Freire], e hoje segue firme, sustentada pelo mesmo espírito de união, trabalho e amor à comunidade. Esta que irá acontecer neste ano 2026 é a 14ª edição.”
“E o que mais nos emociona é saber que hoje aqui no Plenário estão presentes pessoas que participaram desde a primeira festa. São homens e mulheres trabalhadores, pessoas bondosas que dedicam seu trabalho, seu tempo e seus talentos à construção de suas comunidades de capelas”, reforçou durante sua fala.
Explicou que hoje a paróquia é composta por seis comunidades e, em seus 18 anos de existência, viveu um intenso período de 15 anos de uma reforma estrutural. “Durante esse período, a Festa do Milho foi fundamental para a arrecadação de recursos que possibilitaram melhorias importantes e ainda hoje continua sendo. Hoje o fruto desta festa ajuda diretamente no início da reforma do Centro Catequético para acolhimento de nossas crianças e colabora ainda para a construção da Igreja Santa Clara, um sonho de comunidade que já vem há mais de 40 anos. E ainda o início de uma nova construção, a capela de Santo Antônio de Santana Galvão, no Altos de Pinheiros I e II, pegando ali também o Parque São Paulo.”
Para o padre, mais do que um evento festivo, a Festa do Milho é a expressão de uma identidade, de uma tradição e solidariedade. “Ela motiva famílias, fortalece laços, preserva valores culturais e religiosos unificados e promove o bem comum. É uma celebração que une gerações e manifesta o que há de melhor em nosso povo, a capacidade de trabalhar juntos para um propósito maior enquanto vida cristã e comunitária.”
Encerrou destacando que integrar a Festa do Milho no calendário municipal “não é apenas reconhecer um evento, é reconhecer a história de uma comunidade guerreira, que lutou com seus próprios esforços, a força dos voluntários, a fé de um povo e a importância das tradições que constroem também a identidade da cidade de Araraquara”.
É muito milho
Após os questionamentos dos vereadores, o padre relatou que, no ano passado, foram utilizadas 10 toneladas de milho, o equivalente a mais ou menos 25 mil espigas de milho. “Muita coisa, né?”, pontuou.
Publicado em: 27/02/2026 17:08:48
Publicado por: Foto: Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus