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O vereador Lineu Carlos Assis (Podemos) protocolou o Requerimento nº 78/2022, questionando a Prefeitura sobre a situação da Unidade de Saúde do Jardim São Bento. Segundo o parlamentar, a inauguração do novo posto de atendimento foi anunciada em 2020, com capacidade para atender cerca de 4 mil pessoas das regiões do Jardim São Bento e do Águas do Paiol.
A unidade teria como um dos objetivos desafogar o atendimento da ESF “Dr. Euclydes Crocce”, do Vale do Sol, sobrecarregada devido ao aumento populacional da região. “A unidade de saúde foi resultado de uma contrapartida da RPS Engenharia após acordo entre o Ministério Público e a construtora, e, de acordo com informações divulgadas, a Prefeitura estaria investindo R$ 100 mil na compra dos equipamentos”, alegou Assis.
O vereador também afirmou que o local já está praticamente pronto, fechado e sem vigilância, mas já foi invadido e depredado, tendo a fiação furtada, originando questões que precisam ser esclarecidas. O parlamentar questionou o Executivo sobre o motivo da unidade de saúde com obras finalizadas em 2020 não ter sido inaugurada.
“O investimento de R$ 100 mil na compra de equipamentos chegou a ser feito? E para onde foram enviados esses equipamentos?”, indagou Assis.
O vereador também pediu informações sobre a inauguração e início dos atendimentos da unidade, visto que a população necessita dos serviços de saúde, e qual será o investimento necessário para que o local funcione e de onde serão oriundos os recursos, uma vez que houve furtos e depredação no prédio.
Em resposta aos questionamentos, a Secretaria Municipal da Saúde afirmou que a unidade de saúde do Jardim São Bento não foi inaugurada devido à pandemia da Covid-19, que de forma avassaladora atingiu os serviços de saúde de Araraquara no ano de 2020, exigindo que os recursos fossem direcionados para salvar vidas. “No mesmo período, as unidades de saúde tiveram papel fundamental no cuidado e assistência, mesmo com número de servidores limitado”, diz no documento.
A pasta ainda alegou que existia na data do furto contrato da Prefeitura com empresa de vigilância e que, após o fato, uma denúncia feita por um morador revelou que o vigilante não estava cumprindo seu trabalho no local e imediatamente a empresa foi notificada.
Quanto ao valor de R$ 100 mil recebidos pela Secretaria, a mesma afirmou que a verba foi destinada para outras unidades, visto a necessidade do momento. “Já estão em curso os estudos dos custos necessários para as adequações do espaço, para posterior captação, seja através do Sistema de Monitoramento de Obras, recursos próprios ou até mesmo emenda parlamentar”, alegou a pasta.
Quanto ao funcionamento da unidade de saúde, a Secretaria esclareceu que, no momento, não existe previsão para inauguração, mas que a Prefeitura está empenhada em entregar com a maior brevidade possível, com estrutura física adequada e equipe mínima, assim ofertando com qualidade o atendimento à população da referida região.
Para o vereador, a não inauguração da unidade de saúde devido à pandemia é compreensível, porém “contratar uma empresa para fazer a segurança do local, não fiscalizar o cumprimento do contrato e ficar sabendo por moradores das redondezas que o vigilante não estava indo trabalhar, é indefensável, é falta de zelo com dinheiro público”. “Agora o espaço, que teve toda a fiação, torneiras, tomadas e interruptores furtados, além de partes do piso e forro demolidos, precisa passar por obras de readequação. A população, infelizmente, fica sem a unidade de saúde e ainda tem que pagar a conta por isso. É um absurdo, é lamentável”, completa o Assis.
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