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Araraquara tem 3.500 árvores ‘na fila’ para serem podadas ou retiradas, diz secretário

Responsáveis pelas pastas de Obras e Serviços Públicos e de Meio Ambiente foram ouvidos pelos vereadores em Sessão Extraordinária na quarta-feira (3)

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Araraquara possui 3.500 árvores aguardando poda ou retirada, em razão da falta de equipes suficientes para a realização desses serviços. As informações são do secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Valter Rozatto, o “Laxixa”.

 

Neste ano, até novembro, foram 3.410 árvores podadas e 501 árvores retiradas. Como o ritmo do trabalho não acompanha a velocidade dos pedidos feitos pela população, a ‘fila’ aumenta. São 130 mil árvores urbanas na cidade — isso sem contar parques, praças e áreas de lazer.

 

“A Prefeitura está fazendo o que pode dentro da situação financeira em que ela se encontra. É evidente que eu gostaria de ter mais equipes”, explicou o secretário em Sessão Extraordinária da Câmara.

 

Na oportunidade, na tarde de quarta-feira (3), “Laxixa” e o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Ferreira, foram ouvidos sobre as ações e providências relacionadas à arborização urbana do município.

 

Eles foram convocados por meio do Requerimento nº 1981/2025, de autoria do vereador Coronel Prado (Novo) — o pedido foi debatido e aprovado pelos parlamentares na Sessão Ordinária do dia 11 de novembro.

 

Como funciona

“Laxixa” explicou que a Secretaria de Obras e Serviços Públicos realiza os serviços após os laudos da Secretaria de Meio Ambiente, o que pode incluir poda, retirada ou tratamento das árvores.

 

Segundo o secretário, esse serviço estava paralisado quando a nova gestão assumiu a Prefeitura, pois o contrato com a empresa Ecosystem havia sido suspenso em outubro do ano passado. Em janeiro deste ano, houve a retomada.

 

Para a Prefeitura dar conta da demanda, “Laxixa” afirmou que seriam necessárias duas equipes de retirada, duas equipes de poda e uma de destocamento (remoção de tocos). Mas essa ampliação das equipes faria o investimento mensal sair dos atuais R$ 100 mil para R$ 278 mil.

 

“Nós temos um déficit acumulado de 1.800 árvores para serem retiradas e 1.700 árvores para serem podadas”, revelou. “Estávamos com a cidade em um matagal danado e tivemos que priorizar a limpeza pública. Terminamos a limpeza da cidade em 31 de julho, no 7º mês”, complementou.

 

Enquanto isso, o trabalho relacionado à arborização foi executado com apenas uma equipe da Ecosystem, que consegue podar 17 árvores por dia e remover outras sete, e com uma equipe própria da Prefeitura, que tem capacidade de podar cinco árvores por dia e de remover outras seis.

 

A equipe da Ecosystem é formada por oito pessoas, sendo dois podadores, dois motoristas e quatro ajudantes. Já a equipe da Prefeitura tem nove profissionais, todos já aposentados: três podadores, dois motoristas e quatro ajudantes. A equipe própria trabalha em jornada menor, de seis horas diárias, e também executa outros serviços relacionados à secretaria.

 

“É evidente que isso não é suficiente para uma cidade do porte de Araraquara, mas eu não tive autorização para que se gastasse com mais equipes”, complementou “Laxixa”.

 

O orçamento de 2026 foi elaborado com a previsão dessas novas equipes, segundo o secretário. “Isso eu vou pleitear junto ao financeiro da Prefeitura. Eu tenho o orçamento, só me resta saber se eu vou ter financeiro”, disse, referindo-se aos recursos necessários para essas contratações.

 

Uma parceria com a CPFL pode ajudar a ‘aliviar’ o problema: a empresa concessionária de energia elétrica deve fazer a retirada e o destocamento de 800 árvores. O replantio ficará sob responsabilidade da Prefeitura.

 

Laudos

Carlos Alberto Ferreira ressaltou que a pasta do Meio Ambiente realiza as vistorias técnicas de avaliação das árvores conforme as solicitações encaminhadas por protocolos ou processos administrativos. Quando o estado das árvores é considerado comprometido, é recomendada a remoção.

 

A Divisão de Floresta Urbana recebeu 863 protocolos referentes a árvores neste ano e conseguiu dar resposta a 602, o que representa 70% do total.

 

Os processos administrativos, que incluem pedidos enviados pelos vereadores, por outras secretarias e pelo Ministério Público, chegaram a 1.378. O setor respondeu e elaborou laudos para 1.245 (90%).

 

Em relação à Câmara, a secretaria elaborou laudos para 372 pedidos de parlamentares. “Nós temos um tempo para fazer isso aí. Dá um pouco de demora. Às vezes, demorou muito. Em março, abril e maio, nós tivemos problema com a questão de funcionários. Nós tivemos que adequar funcionários para começar a melhorar o nosso desempenho, que não estava bom”, admitiu Ferreira.

 

O secretário explicou que os laudos são encaminhados para a Chefia de Gabinete da Prefeitura (que responde à Câmara) e para a Secretaria de Obras (que realiza o serviço).

 

“Nós encaminhamos dentro da nossa capacidade. Aqui tem servidores que trabalham muito, até fora do horário, sem receber hora extra, para tentar conseguir atender. Tudo é prioridade, mas nós temos que escolher a prioridade, não tem jeito. Então, é separado, às vezes, por bairro. Nós temos os eventos que acontecem nos bairros e, quando tem que ser laudado para a remoção, nós fazemos uma força-tarefa. Todos os funcionários do setor vão para aquela região, fazem o laudo e encaminham para a Secretaria de Obras”, relatou.

 

Após as explicações iniciais dos secretários, a palavra foi aberta para as perguntas dos vereadores, mas a Sessão Extraordinária precisou ser encerrada por falta de quórum — quando não é atingido o número mínimo de dez vereadores presentes ao Plenário.

 

Para ver e rever

A sessão foi transmitida ao vivo pela TV Câmara e pode ser reassistida pelo Facebook e pelo YouTube.

 

Além dos secretários convocados, também estiveram presentes subsecretários e outros servidores das pastas de Obras e Meio Ambiente.


Publicado em: 04 de dezembro de 2025

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Categoria: Câmara

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