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Sábado foi dia de acordar mais cedo, colocar uma camiseta personalizada e partir em direção a Maternidade Gota de Leite, em Araraquara. O ato envolvendo vereadores, Prefeitura e membros da sociedade civil reuniu cerca de 300 pessoas pedindo que o trabalho desenvolvido no hospital não pare em razão de uma determinação judicial. E os números mostram a necessidade porque foram 12 mil atendimentos e três mil partos desde a sua reabertura. Durante o ato, todos se juntaram na Praça Pedro de Toledo, em frente a Maternidade, para ler uma carta e, depois, de mãos dadas abraçaram o prédio como se estivessem acolhendo o hospital. “Compareceram muitas pessoas interessadas em garantir que a Gota continue funcionando.
O nosso pedido não é contra a Justiça ou qualquer outro partido. Queremos que sejam sanados os problemas existentes deixando de lado essa insegurança paras as mulheres em relação a maternidade” diz a vereadora Edna Martins (PV). O calheiro Rafael Luis Mendes e a tosadora Deigride Aparecida Nicola foram prestar seu apoio. A sobrinha dele de dois meses nasceu na Gota e durante a gestação houve complicações. A criança ficou internada, seu estado ficou crítico e ela só sobreviveu devido ao tratamento no local. “Eles lutaram bastante pela vida dela.” Na opinião do vereador Aluisio Braz, o Boi, (PMDB), o ato foi em favor de Araraquara e se tiver algum ajuste ele será feito. “O que precisa é ter bom senso para não causar risco para as mães grávidas.”
Para o farmacêutico Jeferson Yashuda (PSDB), essa união da cidade é importante para manter a Gota aberta e se houver algum problema burocrático que ela seja resolvido. “Não protestamos contra irregularidades. Se tiver ela precisa ser cobrada, mas a Gota é referência e não pode ser fechada”, diz Rodrigo Buchechinha (SDD). Presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Doutor Helder, lembra que a Gota é muito mais do que uma maternidade porque é a única UTI materna SUS da região. “A certeza que nós temos é da importância da Gota e basta ver os números de mortalidade infantil. A Gota ainda vai melhorar e aliviar as contas do município”, destaca Elias Chediek (PMDB). Já Adilson Vital (PV) acredita que a Gota não pode fechar devido a qualidade no atendimento. “Se há algum desvio de conduta todos precisam sentar e resolver sem afetar o hospital”, reforça Willian Affonso (PDT).
O deputado estadual Roberto Massafera (PSDB) disse que enquanto ele estiver na política o hospital não fechará as suas portas. O vice-prefeito Coca Ferraz lembra que a Gota proporciona o milagre da criação dando uma maior qualidade nesse atendimento.
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