1335
Buscar todas as técnicas para combater a epidemia de dengue na cidade de Araraquara, até mesmo as mais novas e que ainda buscam consolidação científica. Este é o objetivo de mais uma proposta apresentada pela bancada do PSDB na Câmara Municipal de Araraquara (vereadores Delegado Elton Negrini, Jéferson Yashuda, José Carlos Porsani e Rafael de Angeli) à Prefeitura. A técnica proposta já foi utilizada no município de Jacarezinho, no Paraná, e utiliza mosquitos estéreis para combater a reprodução do Aedes aegypti. Segundo a indicação apresentada pela bancada, com esta técnica natural de controle do vetor, a partir de ovos de mosquitos coletados na região afetada e levados para o laboratório, são produzidos mosquitos estéreis. A espécie é alimentada com ingredientes específicos nas fases de larva e pupa, capazes de tornar os machos estéreis quando atingem o estágio de mosquito adulto. Esses machos são soltos na natureza para acasalar com as fêmeas, que não são fertilizadas e, por isso, não reproduzem. O mosquito Aedes aegypti macho se alimenta apenas de seiva de plantas e, portanto, não pica, não oferece nenhum risco para a população, e somente as fêmeas transmitem as doenças, pois, além de consumirem seiva, precisam de sangue para completar o processo de maturação dos ovos e fazer a postura. Produzir mosquitos estéreis garante que a espécie não se reproduzirá, freando sua proliferação e, consequente, a transmissão de doenças, como dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus, todas transmitidas pelo mosquito.
Cinco mortes
O documento aponta que a situação dramática que a cidade vive justifica aplicar técnicas não convencionais, como esforço para resolver o problema, considerando que já ocorreram cinco mortes e que há quase 9,5 mil casos de dengue registrados em Araraquara, na pior epidemia da história da cidade, lembrando que outras já haviam ocorrido no passado. E tem, ainda, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura e o Ministério Público, para impedir o avanço da dengue na cidade, que considera que a epidemia da doença tem origem no fracasso de ações preventivas, com ênfase no trabalho casa a casa, com elevado número de pendências de imóveis não trabalhados e uma insatisfatória orientação aos moradores, que não impediu e não eliminou os criadouros do mosquito Aedes aegypti. A técnica sugerida tem o nome de Controle Natural de Vetores (CNV), baseada na criação massiva de machos estéreis para serem soltos na natureza, pois, quando uma fêmea silvestre acasala com um macho estéril, ela não gera descendentes, diminuindo a proliferação dos mosquitos. A bancada aguarda resposta da Prefeitura.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Música Com uma proposta que reflete as vivências e experiências dos seus integrantes, a banda Fenícia apresenta canções autorais de trabalhos anteriores e seu novo EP “Meu Bem”, comemorando duas d...
Seletiva vôlei masculino A Fundesport realiza no sábado (21), às 14 horas, seletiva para formação da equipe de vôlei masculino – categoria infanto. Podem participar atletas nascidos nos anos de 20...
Uma Sessão Solene realizada nesta quinta-feira (19) marcou a entrega do Diploma de Reconhecimento Público à Associação dos Ciclistas do Morada do Sol MTB. Dezenas de integrantes da entidade compare...
Músicos, grupos e artistas com CNPJ ou MEI sediados no município podem participar das inscrições para o chamamento público de propostas artísticas para os projetos “Choro das Águas” e “Circuito Cul...
Estão abertas as inscrições para as Oficinas Culturais Municipais 2026 em Araraquara, com cerca de 4 mil vagas gratuitas para crianças, jovens e adultos. O programa, promovido pela Secretaria Munic...
Os cursos gratuitos de idiomas oferecidos pelos Centros de Estudos de Línguas (CELs) nas cidades de Araraquara, Américo Brasiliense, Matão e São Carlos estão com matrículas abertas. As oportunidade...

O conteúdo do Portal da Câmara Municipal de Araraquara pode ser traduzido para a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) através da plataforma VLibras.
Clique aqui (ou acesse diretamente no endereço - https://www.vlibras.gov.br/) e utilize a plataforma.