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Com a presença de vereadores, advogados e estudiosos no assunto, a Comissão Especial de Estudos (CEE) – Escravidão em Araraquara, da Câmara Municipal, entregou, nesta quinta-feira, dia 15, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Araraquara, o relatório do levantamento histórico sobre esse período na cidade. São mais de 100 citações falando da abolição e até classificação de escravos, passando pelo tradicional Baile do Carmo. As informações ficarão disponíveis nos sites da Câmara e da OAB.
A coleta do material referente a pesquisa foi feita em livros e artigos nos arquivos históricos da Câmara Municipal, além documentos encontrados no município, Estado e até na Biblioteca nacional. Esse conteúdo colaborará com a Comissão da Verdade da Escravidão nacional da OAB. Para o presidente da CEE, vereador Édio Lopes (PT), com apoio dos servidores da Câmara, o objetivo foi cumprido. “Procuramos pelas citações de Araraquara e temos um relatório amplo que poderá ajudar em nível nacional. ” A Comissão teve ainda os vereadores Jair Martineli (PMDB) e William Affonso (PDT) que destacou a discriminação racial nas ruas e redes sociais. Ao lado da vice-presidente da Câmara, Edna Martins (PSDB), e dos vereadores Donizete Simioni (PT) e Gerson da Farmácia (PMDB), o presidente da Casa, Elias Chediek (PMDB), questionou o racismo ainda existente na sociedade e elogiou a coleta de dados. “Fica, aqui, o nosso reconhecimento porque a Comissão não tinha muitos dados e conseguiu informações importantes.”
O presidente da subseção da OAB de Araraquara, João Veiga, avalia que houve avanços dessa prática nociva envolvendo o racismo. “É um dia simbólico e fundamental porque o envolvimento do parlamento nesta luta justifica, de maneira constitucional, as políticas públicas”, diz o presidente da Comissão da Escravidão Negra da OAB local, Darci Aparecido Honório. E o relatório da Câmara pode colaborar na elaboração desse trabalho, segundo a coordenadora de políticas públicas para a promoção da igualdade racial, Alessandra Laurindo.
Participaram ainda da entrega do relatório, a presidente da Comissão da Igualdade da OAB, Rita de Cássia Corrêa Ferreira, e o sociólogo do Núcleo de Estudos Afro Brasileiros, da Uniara, Edmundo Alves de Oliveira.
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