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Doze empresários foram ouvidos pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal que, desde 11 de setembro, apura indícios de um suposto esquema de cobranças de propina para a concessão de áreas e aprovação de projetos, no período de 2003 a 2013, envolvendo o ex-vereador Ronaldo Napeloso. Agora, depois das informações referentes a pedidos de dinheiro e divergências na liberação de terrenos, os parlamentares focarão as forças em depoimentos de servidores da Secretaria de Desenvolvimento Urbano.
“Todos os membros da Comissão irão se reunir na segunda-feira para fazer um balanço e definir os próximos passos como quem e quantos funcionários serão ouvidos”, diz o vereador e presidente da CEI, Donizete Simioni (PT). A pasta é o foco da Comissão depois dos depoimentos de empresários. O mais relevante foi o de Leônidas do Nascimento Costa, da Léo Fibras. Por intermédio de um assessor de Napeloso, ele foi levado até o ex-coordenador de Desenvolvimento Urbano, Ademir Palhares, o Mimi, que lhe pediu R$ 15 mil para elaborar e aprovar um projeto.
Para Simioni, é importante saber como funcionavam essas negociações paralelas. Outro depoimento, inclusive, indicou que há rumores sobre a necessidade de ‘dar um troquinho’ para conseguir o espaço, reforçando a motivação da CEI. Além disso, de acordo com a Comissão, não existe um padrão para as doações. A lei que versa sobre doação e fiscalização para doação de área é frágil e precisa ser revista urgentemente. A CEI proporá novos critérios para a concessão de áreas do município.
Nesta sexta-feira, o empresário Jorge Anysio Haddad, da Duraleve, disse ter recebido oito áreas, sendo seis da Prefeitura. O total de quase 3,6 mil metros quadrados, no Jardim das Guaianases, começou a ser pleiteada em 1989 e, depois, reforçada na gestão do prefeito Marcelo Barbieri. A negociação, segundo o empresário, foi feita por ele sem intermédio de nenhum vereador e sem qualquer pedido de favorecimento.
Apesar de Napeloso não ter participado do processo da Duraleve, na opinião do presidente da CEI, o nome do ex-parlamentar apareceu muito nos demais depoimentos. Além de Donizete Simioni, que é o presidente, a CEI é relatada pelo também vereador Aluísio Braz, o Boi (PMDB), e tem como membros Edna Martins (PV), Geicy Sabonete (PSDB) e Dr. Helder (PPS).
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