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A fim de contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes, a vereadora Filipa Brunelli (PT) solicitou informações, via Requerimento nº 828/2025, sobre o funcionamento e a abrangência do Centro Municipal de Referência do Autismo “Aldo Pavão Júnior” (CMRA). Em resposta, a parlamentar recebeu dados da Prefeitura sobre atendimentos, equipe técnica, público-alvo e possíveis ampliações da unidade.
De acordo com as informações repassadas, o Centro atende atualmente 195 pacientes por mês, realizando, em média, 640 procedimentos mensais. Os acompanhamentos são definidos de acordo com a necessidade de cada paciente, podendo ocorrer semanalmente, quinzenalmente ou em outros intervalos estabelecidos pela equipe multiprofissional.
O quadro de profissionais do CMRA conta hoje com uma gestora, um estagiário, um médico neurologista, quatro terapeutas ocupacionais, três psicólogos e uma fonoaudióloga. Segundo a Prefeitura, existe a necessidade de ampliação da equipe, principalmente na área de fonoaudiologia, por isso um novo concurso público para contratar mais profissionais está em andamento.
Sobre o perfil do público atendido, a administração destaca que o Centro recebe pacientes de todas as faixas etárias, seguindo protocolos específicos conforme a idade e o grau de comprometimento funcional. A prioridade, no entanto, é para crianças, segundo avaliação da equipe técnica. Ainda segundo a resposta, dois novos psicólogos já foram incorporados ao Centro desde abril deste ano, e há estudos para expandir o espaço físico da unidade.
A Prefeitura também esclareceu que o CMRA exerce função regional, prestando apoio técnico a municípios da Diretoria Regional de Saúde III (DRS III), mas que os atendimentos terapêuticos são exclusivos para moradores de Araraquara. Essa medida, segundo o Executivo, evita a sobrecarga do serviço.
“Embora a resposta da Prefeitura aponte avanços no funcionamento do Centro Municipal de Referência do Autismo, os dados apresentados não refletem a realidade que temos acompanhado de perto no nosso mandato”, ressalva Filipa. “São inúmeras as famílias que nos procuram relatando dificuldades para conseguir vagas, longas esperas por atendimento e a sobrecarga dos profissionais que atuam na unidade. Isso revela uma demanda reprimida significativa, que precisa ser enfrentada com mais urgência e investimentos.”
A vereadora destaca a preocupação das famílias. “Sabemos que o Centro é um equipamento fundamental na rede de cuidados às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias. Por isso, é essencial que o planejamento da gestão municipal leve em consideração o que está sendo vivido na ponta: mães desesperadas por uma avaliação e profissionais atuando no limite. Seguiremos acompanhando de perto essa situação e cobrando ações mais efetivas por parte da Prefeitura de Araraquara”, conclui.
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