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Há muitos anos, Marli convive com problemas relacionados ao alcoolismo na família. Essa história se repete com muitas pessoas não só em Araraquara, como em todo o país. Segundo o Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos (Lenad Família), ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar dependente químico.
Em busca de uma alternativa para a questão, Marli procurou os vereadores Roger Mendes (PP) e Juliana Damus (PP), que, juntamente com o vice-prefeito Damiano Neto (PP), agendaram uma reunião com as secretárias municipais Eliana Honain (Saúde) e Maria Eloisa Velosa Mortatti (Assistência e Desenvolvimento Social). De acordo com Marli, o atendimento do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) não tem sido efetivo, uma vez que seu irmão já passou diversas vezes pelo local e “é perda de tempo. O dependente se desintoxica, mas faz o tratamento fora, fica ocioso e acaba retornando ao vício”. “Podiam buscar uma alternativa para ocupar os drogados e alcoólatras, que não comparecem às reuniões e param de tomar os remédios, prejudicando muito suas famílias. E as famílias não se integram muito, pois não fazem o tratamento correto e acabam abandonando. Além disso, o Caps vive mudando as datas das reuniões. É um investimento sem retorno”, afirma a cidadã.
Eliana explicou que “o Caps estava funcionando só seis horas por dia, sem pessoal e sem médicos. Estamos reestruturando. Nossa proposta é criar atividades, já que tinham parado com as oficinas, e ampliar o atendimento para oito horas, de segunda a sexta-feira”. “Nosso projeto é abrir um Caps 24 horas no próximo ano, mas estamos nos estruturando para isso. Temos que ajudar da melhor forma possível, fortalecendo esses espaços de atendimento. Não apenas dar remédio, precisamos de uma equipe multidisciplinar”, completou Eliana, lembrando que “é importante termos esse retorno de uma munícipe para sabermos onde podemos melhorar. O uso de drogas e álcool é um dos maiores problemas de saúde que enfrentamos, e é um grande desafio para o governo”. Para o vereador Roger Mendes, “é uma questão complexa, e trouxemos o problema para a secretária, até para ela ter conhecimento sobre o que passam as famílias. Além disso, dessa forma, Marli fica sabendo o que está sendo realizado e o que pode ser feito”. Opinião compartilhada pela colega Juliana Damus.
“É boa essa aproximação entre os cidadãos e as secretárias da Saúde e de Assistência Social. Essa é uma situação pela qual muitas famílias da nossa cidade passam, principalmente no que se refere ao atendimento do Caps. Importante para vermos de que forma podemos melhorar os serviços oferecidos à população”, finalizou a vereadora.
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