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Araraquara vive uma situação preocupante em relação às queimadas urbanas. Neste ano, até a metade de maio, foram registradas pelo Corpo de Bombeiros 422 queimadas – 226 somente em abril – praticamente seis vezes mais do que o mesmo período do ano passado, quando 70 focos de queimada na vegetação foram contabilizados até abril. Os números foram apresentados pelo Capitão Rodrigo Leal, comandante do Corpo de Bombeiros, durante a audiência pública sobre Queimadas Urbanas, conduzida pelo presidente da Câmara Elias Chediek (PMDB), na noite de quinta-feira, 19 de maio, no plenário da Câmara. De acordo com Leal, em 2014, até o mês de abril, foram 72 ocorrências, com pico de 191 em agosto, de um total de 1104 no ano; em 2015, foram 70 nos primeiros quatro meses e pico de 146 no oitavo mês, de um, total de 646. Neste ano, até a metade de maio, já foram registradas 422 queimadas, sendo 226 somente em abril, ou seja, seis vezes mais do que o mesmo período do ano passado. Com essa estatística, o comandante do Corpo de Bombeiros prevê que em agosto “Araraquara estará pegando fogo” se não houver uma força-tarefa em julho, com roçada nos terrenos públicos e fiscalização das áreas privadas. Chediek explica que a audiência foi requerida por ele como parte da Semana Municipal de Conscientização, Prevenção e Combate à Prática de Queimadas Urbanas para reunir pessoas que trabalham nessa área com a finalidade de sintetizar algumas ações. “Estamos entrando em um período de seca e precisamos ver como está cada área para podermos trabalhar em rede e minimizar ou eliminar as queimadas urbanas”, completou. Além de Chediek e Leal, formaram a mesa de trabalho o Coronel João Batista de Souza Júnior, secretário municipal de Segurança Pública, representando o prefeito Marcelo Barbieri, José Antônio Delle Piage, secretário municipal do Meio Ambiente, o médico pneumologista Marcos Arbex, representando o secretário municipal da Saúde Abelardo Andrade e Edson Alves, coordenador da Defesa Civil. Alves mostrou algumas áreas afetadas recentemente, passou o número de ocorrências atendidas pela Defesa Civil desde 2011 e sugeriu a criação de um banco de dados único para consolidar os atendimentos. Em 2011 foram 398 queimadas em terrenos baldios; em 2012, 353; em 2013, 181; em 2014, 242; em 2015, 149; e em 2016, 170 até abril. “Precisamos buscar medidas preventivas, atuar em escolas, locais públicos, por meio dos meios de comunicação, para minimizar as queimadas, já que a estiagem veio mais cedo este ano e as previsões climáticas não ajudam”, acrescentou o coordenador da Defesa Civil. José Antônio Delle Piage, secretário municipal do Meio Ambiente, explanou sobre as ações de prevenção, fiscalização e combate da pasta. “Temos equipes para educar e conscientizar. Entregamos panfletos nas escolas, creches e Caics. Alteramos o horário de fiscalização para o período da tarde, quando há mais incidência. São incêndios criminosos. Recentemente tivemos três áreas de reflorestamento queimadas no mesmo dia, pela mesma pessoa, segundo os relatos que obtivemos”, informou.
Os impactos na saúde foram abordados pelo médico Marcos Arbex. “Queimada de vegetação produz fumaça e faz mal à saúde. O material particulado – partículas grossas, finas e ultrafinas – causa impacto na saúde das pessoas e sofrimento às famílias, podendo ocasionar problemas respiratórios e cardiológicos e até levar a morte. Além disso, eleva o gasto com medicação, aumenta a procura por pronto socorro e hospitalização, gerando um custo mais alto para o poder público”, salientou o pneumologista, ressaltando a necessidade de medidas restritivas graves às pessoas que praticam esse delito.
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