Publicado por: Foto: Amanda Rocha/ACidadeON
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Todos os dias, cerca de seis mulheres são vítimas de violência em Araraquara. Apenas em 2020, foram quase 2,2 mil casos, a maioria deles ocorrido dentro de casa. Os dados são do Centro de Referência da Mulher (CRM), com base nos boletins de ocorrência da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Para que este órgão passe a funcionar, no município, de forma ininterrupta, por 24 horas, inclusive aos sábados, domingos e feriados, a vereadora Fabi Virgílio (PT) protocolou a Indicação nº 2429/2021, endereçada ao governo do Estado de São Paulo e assinada pelo coletivo da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres.
“Diante do tempo limitado do funcionamento das DDMs, muitas vezes, a mulher vítima de violência deixa de registrar a ocorrência porque a delegacia especializada não funciona à noite ou durante os finais de semana, e quando a vítima da violência resolve, ainda assim, prosseguir com o registro de ocorrência em uma delegacia de Polícia Civil, o ato de ir até um plantão policial denunciar para profissionais do sexo masculino um crime dessa natureza representa um sofrimento inexpressável”, justifica Fabi.
No documento, a parlamentar ressalta que o funcionamento ininterrupto das DDMs foi, inclusive, uma promessa de campanha do governador João Doria (PSDB). “É sabido por todos que a violência doméstica e familiar se constitui em um grande problema no Brasil”, lamenta Fabi, que cita a edição da Lei Maria da Penha como um marco no enfrentamento à violência doméstica, organizando ações de atenção e proteção à mulher.
Delegacia da Mulher
O Estado de São Paulo foi pioneiro na criação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Em 1985, foram criadas as primeiras delegacias especializadas, voltadas ao atendimento das mulheres vítimas de violência no Estado, e representou um dos maiores avanços na luta contra a violência de gênero no País. Atualmente, existem 135 Delegacias de Defesa da Mulher em funcionamento no Estado, e apenas dez delas atendem de forma ininterrupta, sendo sete na capital e as demais em Campinas, Sorocaba e Santos.
Denúncia:
180 (Central de Atendimento à Mulher)
190 (Polícia Militar)
Caso você seja vítima de violência, pode buscar orientação e acolhimento no Centro de Referência da Mulher, telefone: (16) 99762-0697 (24 horas)
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