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Após tomarem conhecimento de que a Associação dos Amigos da Praça das Bandeiras encerraria as atividades, suspendendo os eventos culturais realizados na Praça ao lado do Bar do Zinho, os vereadores Aluísio Braz, Boi (PMDB) e Edna Martins (PV) e representantes da Associação reuniram-se, na manhã de segunda feira (21) na Prefeitura com o coordenador de Serviços Públicos, Fernando Guzzi; e o secretário municipal de Cultura Renato Haddad.
A Associação faria o pronunciamento do encerramento de suas atividades na sessão desta terça feira, 22 de outubro, na Tribuna Popular da Câmara Municipal. Diante dos fatos Boi e Edna resolveram chamar uma reunião para saber dos problemas enfrentados pela entidade e tentar uma solução, uma vez que os eventos realizados na praça são de cunho cultural e minimizam o problema do tráfico e consumo de entorpecentes, encontrados anteriormente no local. Em contra partida Guzzi, informou que há reclamações da vizinhança quanto ao barulho após as 22 horas, ultrapassando os limites permitidos por lei. Segundo a presidente da Associação, Edineuza dos Santos, o problema já foi resolvido. “Este problema já tínhamos solucionado com um acordo que fizemos entre os moradores e o Legislativo, de encerrar todas as atividades às 21 horas”.
Dificuldades
Edineusa afirmou que as exigências feitas pela Prefeitura para a realização dos eventos são impossíveis para a Associação, que tem uma arrecadação mensal de R$ 1 mil. “Com este valor não temos como contratar segurança, banheiros químicos entre outras solicitações exigidas pelo município”, frisou. Para Boi, “o trabalho que os jovens da Associação desenvolvem na praça é muito importante; é cultura e deve ser incentivado”. Edna, concordando com o vereador ressaltou que “eles conseguiram promover cultura num lugar que só se via criminalidade, além do tráfico de drogas; deve ter uma solução para isso”. Os vereadores concluíram que a melhor forma é criar uma Comissão de Estudos para a elaboração de uma lei de uso de praças para associações e entidades de bairros, que seja acessível para eles e bom para os vizinhos. “A ideia é sentarmos juntos para estudar as exigências da Prefeitura e as possibilidades dos realizadores”, enfatizou Edna. “Após estudos será elaborada uma legislação que sirva de modelo para outras entidades que queiram fazer bom uso das praças, como é o caso desta, que viabiliza projetos culturais”, concluiu Boi.
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