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A cruzada do historiador Rogério Belmiro Tampellini para a preservação da memória da cidade continua.
Ele ocupou a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Araraquara, na Sessão Ordinária da terça-feira (31), para sugerir leis que resultem em preservação do patrimônio de interesse público na cidade.
“Gostaria que dois vereadores apadrinhassem essas propostas”, disse ao iniciar sua apresentação, momento em que mostrou várias fotos de calçadas de arenito em vários pontos do município.
Afirmou que é imperioso aprovar um projeto de preservação de registros pré-históricos, pois o material retirado da Pedreira do Ouro é um acervo invejável, um patrimônio de cerca de 130 milhões de anos.
“Não queremos ingerir em propriedade particular, apenas estamos sugerindo que o município determine que todo serviço de remoção, reforma, remodelação ou qualquer obra envolvendo calçadas revestidas de arenito, seja realizado após a devida avaliação”, argumentou, salientando que o material que seria descartado vá para a municipalidade.
Mostrou, através das fotos, que muito dessa história está sendo jogada em caçambas e dali no lixo, e se existisse a lei, o proprietário só teria que fazer uma comunicação ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Paleontológico, Etnográfico, Arquivístico, Bibliográfico, Artístico, Paisagístico, Cultural e Ambiental do Município de Araraquara (Compphara).
Afirmou, ainda, que foi dado parecer de constitucionalidade pelos dois institutos que avaliam os projetos da Câmara.
A outra sugestão ao Legislativo foi a preservação de acervos e documentos.
A norma abrangeria instituições como clubes, associações de bairro, de classe, recreativas e beneficentes; sindicatos e outros, cujo acervo documental possa apresentar informações relevantes sobre a história e a cultura da cidade e que devem ser preservadas.
“Se a entidade vai fechar, se será extinta ou vai paralisar as atividades, o material deve ser conservado. Que ela disponibilize tudo ao Arquivo Municipal”, enfatizou.
Tampellini lembrou de vários exemplos de doação de material que hoje estão à disposição da população para pesquisa, e mostrou nas fotos também o inverso, documentos jogados em um velho vagão de trem, slides de antigos ônibus da CTA que estavam na lixeira, por exemplo.
Finalizou afirmando que, assim como a primeira sugestão, essa proposta também recebeu parecer de constitucionalidade.
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