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Considerando que o uso da tecnologia em favor da população é um dos pontos básicos da ciência contemporânea e torna o município mais moderno e realmente atento à eficiência de ações perante a problemas tão sérios e pertinentes, como a epidemia de dengue que a cidade de Araraquara vem sofrendo, a bancada do PSDB, composta pelos vereadores Delegado Elton Negrini, Jéferson Yashuda, José Carlos Porsani e Rafael de Angeli, apresentou uma indicação à Prefeitura sobre a possibilidade de implantação, no município, de um mosquito geneticamente modificado, que tem mostrado bons resultados em outras cidade do Brasil e do mundo.
“São mosquitos machos que não picam, não transmitem doenças e são capazes de controlar a população de insetos selvagens nos locais onde são liberados”, explicam os parlamentares, que aprofundam o assunto dizendo que “pesquisadores e cientistas criaram esse mosquito com o objetivo de ajudar no combate ao Aedes aegypti selvagem, que, ao acasalar com uma fêmea selvagem, da mesma espécie, transmite um gene autolimitante, que não persiste e nem se espalha no meio ambiente, para seus descendentes, que morrem antes de atingirem a fase adulta”, concluem. Os primeiros testes com o projeto começaram em 2012, na Bahia. Sua realização foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a tecnologia também foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), sendo considerada segura para a saúde e para o meio ambiente. “O índice de redução de casos, de um ano para o outro, é altíssimo”, informam os vereadores da bancada, lembrando que em todos os projetos realizados com o Aedes modificado no Brasil, no Panamá e nas Ilhas Cayman, houve redução acima de 80% na população selvagem de Aedes aegypti nas áreas tratadas e que, em Piracicaba (SP), os resultados preliminares mostraram uma redução de 81% das larvas selvagens nas áreas tratadas, em comparação com as áreas não tratadas.
Agora é a vez de Itupeva
No início deste mês, a Prefeitura de Itupeva (SP) firmou parceria com uma das empresas que realiza a implantação desse projeto através de tecnologias de controle biológico do Aedes aegypti. O início do projeto de pesquisa ocorrerá em oito bairros da cidade, indicados por órgãos de saúde do município. Em encontro sobre a parceria, a diretora geral da organização, produtora do mosquito modificado, disse que o projeto já foi implementado com sucesso nos municípios de Piracicaba e de Indaiatuba, em parceria com a Vigilância Epidemiológica de cada cidade, “alcançando alta aceitação e apoio da população”.
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