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A Câmara Municipal aprovou, durante a 44ª Sessão Ordinária, realizada no Plenário na última terça-feira (2), o Projeto de Lei nº 387/2025, de autoria da vereadora Fabi Virgílio (PT). A proposta institui e inclui no Calendário Oficial de Eventos do Município o “Mês de Conscientização e Divulgação Sobre o Lipedema – Junho Roxo”. O projeto teve parecer favorável da Comissão de Justiça, Legislação e Redação, da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento e da Comissão de Saúde e Serviços Públicos.
De acordo com a parlamentar, o objetivo da proposta é ampliar o acesso à informação sobre a doença, sensibilizar a população e fortalecer ações voltadas ao diagnóstico e ao tratamento.
Apoio a pacientes
“O Junho Roxo busca orientar a comunidade sobre as características do lipedema, seus sintomas, formas de diferenciação diagnóstica e abordagens terapêuticas disponíveis”, explica Fabi na justificativa da proposta. “O projeto também prevê a realização de palestras, seminários e workshops para promover conhecimento técnico e popular sobre a condição. Todas as ações poderão ocorrer por meio de parcerias com instituições públicas e privadas, sem custos adicionais ao município”, acrescenta.
Doença desconhecida
O lipedema é uma doença crônica, progressiva e subdiagnosticada, que afeta majoritariamente mulheres e provoca acúmulo anormal de gordura, dor, sensibilidade e edema, podendo comprometer a mobilidade. Os hematomas frequentes, típicos da condição, inspiraram o termo “Junho Roxo”.
Apesar de ter sido oficialmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde em 2022, sob o código EF02.2 da CID-11, a enfermidade ainda é pouco identificada inclusive por profissionais de saúde, dificultando o diagnóstico precoce. Estudos indicam que até 11% das mulheres podem ser afetadas, reforçando a relevância do tema para a saúde pública.
Impactos
Pesquisas recentes mostram que o lipedema não está restrito ao campo estético. No Brasil, levantamento publicado no Jornal Vascular Brasileiro apontou que 12,3% das mulheres participantes apresentavam sintomas compatíveis com a doença. Entre elas, 38,7% relataram depressão e 61,3% ansiedade, além de forte associação com transtornos alimentares.
Os efeitos físicos e emocionais incluem dor crônica, baixa autoestima, limitação funcional e impactos significativos na qualidade de vida.
Mobilização social
A vereadora Fabi Virgílio ressalta que instituir o Junho Roxo é dar visibilidade à luta de milhares de mulheres que convivem com o lipedema. Ela também enfatiza o engajamento da médica especialista Ana Flávia Andrade e da paciente Ana Paula dos Santos, que têm trabalhado para que o tema seja incorporado às agendas municipais em diversas regiões do país.
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