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Uma mulher de 41 anos, machucada, alcoolizada, há dez dias foi ao gabinete da vereadora Gabriela Palombo (PT) e pediu ajuda para ser internada. O contato, então, foi feito com o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD). A negativa do atendimento imediato, além de escancarar o não acolhimento revelou um problema maior: outros dois programas, o Crasma e o Creas Pop estão deixando a desejar. Até por isso, a vereadora Gabriela Palombo (PT) protocolou uma representação no Ministério Público denunciando possíveis irregularidades.
Responsável por receber quem tem problemas com álcool e drogas, o Caps-AD enfrenta a ausência de médico psiquiatra, médico para triagem e terapeuta ocupacional, além da falta constante de medicamentos controlados Muitas vezes esses pacientes procuram o órgão em surtos e violentos. “Há a necessidade de um segurança para que os funcionários não estejam vulneráveis, caso recebam algum paciente violento e necessitado de ajuda. O que não vem acontecendo há mais de dois anos. O órgão hoje, só funciona para o público das 7 às 13 horas, sendo que seu funcionamento deveria se dar até as 19 horas, nesse horário os poucos funcionários fazem serviços burocráticos.”
Sobre o Centro de Referência Ambulatório de Saúde Mensal do Adulto (Crasma), órgão criado em 2000 com a proposta de atuar de maneira disciplinar no acompanhamento de pacientes com distúrbios psíquicos, os problemas são parecidos. Uma carta/denúncia enviada pelos funcionários à Câmara Municipal no dia 13 de abril, diz que 680 pacientes tiveram o acompanhamento interrompido, sem vagas de inclusão, existe uma demanda reprimida de lista de espera nos postos de saúde. Segundo a denúncia, o Crasma vem sofrendo com a falta de funcionários. Muitos se aposentaram e nenhum foi reposto, por vezes faltam receituários, medicamentos e material de trabalho para arquivar prontuários. “O Crasma é a porta de entrada para o retorno da saúde mental de alguém que foi acometido por algum distúrbio e mantém uma busca diária de reviver e reconstruir vínculos com a sociedade que integra”, enfatiza a vereadora.
Já o Creas POP, responsável por atuar com um grupo populacional em pobreza extrema, de vínculos familiares fragilizados ou rompidos e em situação de rua, enfrenta problemas semelhantes de crise administrativa. A redução da jornada de trabalho afetou o trabalho e o atendimento só é feito das 8 às 13 horas. E pior: “Os atendidos só podem fazer uma alimentação e um banho por ano. Isso é demonstração máxima de descaso frente a um grupo sem muita perspectiva. Esses órgãos deveriam amparar, proteger, acolher, mas estão vulneráveis sem garantir o direito da pessoa humana”, desabafa Gabriela Palombo.
No pedido de investigação, a parlamentar pede que o município, amplie a política interna de banho e alimento no Centro Pop, que justifique a falta de medicamentos e de manutenção em outros programas, a reestruturação dos espaços que faltam profissionais, a revisão dos horários de funcionamento e a possibilidade de ofertar passagens de ônibus para as cidades de origens da população em situação de rua.
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