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Se hoje o índice de eficiência da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), mantida pelo Departamento Autônomo de Água e Esgotos de Araraquara (Daae), beira os 70%, a expectativa é que ao fim das obras de dragagem de lodo, o percentual atinja os 85%. A ordem de serviço para início do trabalho foi assinada na quinta-feira (18), com a presença de vereadores e demais autoridades.
Representando a Câmara Municipal, o vice-presidente, Edio Lopes (PT), parabenizou a autarquia pela coragem do investimento. “Enquanto em âmbito federal estão sendo implantadas políticas contrárias ao meio ambiente, como a liberação indiscriminada de agrotóxicos, Araraquara dá exemplo ao cuidar do seu esgoto e da sua água”, afirmou. Estimado em R$ 2,6 milhões, o serviço envolve a remoção de 60 mil m³ de lodo de resíduos das lagoas de sedimentação dos módulos 1 e 2 da ETE Araraquara, por meio de recalque, dragagem, aplicação de polímero e desaguamento através de geobags. A maior parte do recurso, 57,76%, é proveniente do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) e o restante será financiado pelo próprio Daae.
De acordo com o superintendente da autarquia, Donizete Simioni, desde 2017 já foram investidos mais de R$ 5,7 milhões na ETE para a compra e reforma de equipamentos, como aeradores e peneiras. “Só neste ano, o Daae deve investir R$ 27 milhões na manutenção e melhoria dos nossos processos, o que corresponde a 18% do nosso orçamento”, salientou. Na opinião do prefeito Edinho Silva (PT), os números comprovam a saúde financeira da instituição. ”Qual empresa privada investe tanto? Nossa autarquia é forte, é pública e pertence ao povo de Araraquara”, destacou. Vale ressaltar que as obras também atendem a uma determinação do Ministério Público. Segundo o MP, o Daae não estaria atendendo aos padrões legais mínimos de tratamento dos efluentes, gerando a poluição das águas do Ribeirão das Cruzes e, por consequência, dano ambiental.
Estiveram presentes os vereadores Edson Hel (PPS), Gerson da Farmácia (MDB), Lucas Grecco (PSB), Paulo Landim (PT), Roger Mendes (Progressistas) e Toninho do Mel (PT).
História
A ETE Araraquara foi projetada na década de 1990 e entrou em operação no ano de 1999, baseada no conceito de lagoas aeradas seguidas de lagoas de sedimentação de lodo. No início de sua operação, a obra apresentou índices de remoção de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de 80%. De acordo com dados da Prefeitura, ao longo dos 20 anos de funcionamento, o acúmulo do lodo comprometeu a eficiência do tratamento que, atualmente, está removendo cerca de 70% de DBO. A eficiência mínima fixada por Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é de 60%, enquanto que para a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) é de 80%.
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