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Preservação da Memória Ferroviária é discutida na Câmara

Audiência Pública foi promovida pelo vereador Elias Chediek (PMDB)

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A audiência pública promovida pelo vereador Elias Chediek (PMDB) na noite da segunda-feira (25) discutiu a preservação da Memória Ferroviária em Araraquara e região, com a participação da representante do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Palentológico, Etnográfico, Arquivístico, Bibliográfico, Artístico, Paisagístico, Cultural e Ambiental do Município de Araraquara (Compphara), Marcela Virgílio, e de demais cidadãos interessados preocupados com o assunto.

 

Chediek propôs a reunião a pedido do pesquisador e historiador Rogério Belmiro Tampellini, que fez um levantamento histórico dos “Sinais, Marcos e Edificações” construídos pelas companhias ferroviárias históricas na região central da cidade. Ele percebeu que relíquias estavam se perdendo ou sendo demolidas, como as casas da Vila de Tutóia. “Procurei o Chediek porque ele tem um passado como ferroviário e é um Vereador atuante e preocupado com o patrimônio histórico da cidade”, disse. Tampellini mostrou algumas fotos que fez desses marcos históricos e mostrou algumas edificações que vêm sendo demolidas, bem como locomotivas e vagões da Estrada de Ferro Araraquara (EFA) abandonados e depredados. “Se eu fosse prefeito eu colocaria uma locomotiva da EFA na porta da Prefeitura, pois ela trouxe o progresso para a região e levou o nome da cidade por vários lugares”, comentou. Na ocasião, o presidente da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), Geraldo Godoy, bem como os demais participantes da Audiência lembraram o descaso da sociedade e do poder público com a preservação da memória ferroviária. Vários presentes fizeram intervenções, perguntas e lembraram falhas no contrato de concessão das ferrovias, de forma que os patrimônios históricos são desrespeitados, ignorados e até demolidos.

 

ONG para preservação

Chediek propôs, ao final das intervenções, que todos os presentes e os cidadão que tiverem interesse deixassem telefone e e-mail para que fosse criado uma Organização não governamental (ONG), ou uma Organização da Sociedade Civil de Interessa Público (Oscip) para debater medidas de preservação e manutenção do patrimônio histórico da Ferrovia. “A história de uma cidade é como sua alma, que contém toda a memória do que já aconteceu. Por isso é importante preservar e valorizar o patrimônio histórico. Uma cidade sem história é uma sociedade sem alma”, disse Chediek.

 

Assessoria de gabinete do vereador Elias Chediek (PMDB)


Publicado em: 27 de novembro de 2013

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Categoria: Câmara

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