537
Em meio a uma crise no atendimento de urgência e emergência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade, Álvaro Guedes, secretário municipal da Saúde, defendeu a rede pública e mostrou otimismo com as medidas adotadas para solucionar o problema das escalas dos médicos que atendem na Vila Xavier e no Centro. Ele utilizou a Tribuna Popular na Sessão Ordinária da terça-feira (2) da Câmara Municipal para explicar a situação.
Guedes apresentou alguns números e explicou o funcionamento, destacando haver 60 médicos vinculados às duas unidades e ao Samu, apontando ser possível equacionar o problema com o simples cumprimento das escalas por parte dos profissionais. De acordo com ele, há necessidade de 6.480 horas mensais de atendimento e que a atuação de 80 horas pelos médicos seria suficiente para que não houvesse problemas ou falta de profissionais. Para o secretário, dar publicidade às escalas de trabalho dos médicos nas UPAs é “uma maneira de qualificar o debate e defender os bons, isso vai modificar alguns comportamentos”. De acordo com ele, “em uns 15 dias já teremos noção dos primeiros resultados”. E observou que “não podemos generalizar para todos; alguns se submetem às regras de maneira exemplar, outros não, mas a maioria trabalha bem e são comprometidas com a saúde pública”.
Omissão
O secretário negou ter havido omissão da Prefeitura no encaminhamento da questão. Ele contou que entre maio e agosto houve uma série de reuniões internas entre secretários e médicos sobre o cumprimento das escalas. “Tentamos estabelecer diálogo para superar esse problema, mas não deu certo e a questão acabou sendo levada ao nível judicial”, afirmou.
Álvaro Guedes justificou o fechamento das salas de estabilização do Vale do Sol e do Selmi Dei e do NIS do Iguatemi para deslocar profissionais para a UPA central e acertar as escalas. Na opinião dele, a medida foi eficaz. “Os dados mostram que o número de atendimentos nas UPAs vem caindo desde 2012, com ênfase para 2014, porque a atenção básica está funcionando a contento”, salientou. Ele frisou que o sistema de pronto atendimento na cidade “é eficientíssimo, bem equipado e com profissionais qualificados; nossa estrutura é superior a de cidades do mesmo porte e maiores, com ampla cobertura”. Quanto à normalização da UPA da Vila Xavier, responder que “retorna assim que equacionarmos as escalas”.
Falta de médicos
Se na urgência e emergência o problema maior não é a falta de médicos, o secretário concordou que há uma carência no setor quando se analisa o todo. “Não sei responder por que o setor público não atrai profissionais, essa é uma realidade que aflige todos os Municípios, é um embate entre a saúde e a rede privada”, avaliou. Para solucionar este problema, Álvaro Guedes defendeu a contratação de uma Organização Social (OS). “Há uma ação do Ministério Público do Trabalho, que entende ser uma terceirização, entendemos de forma diferente e a decisão vai ser da Justiça. Penso que a decisão será em um prazo curto e favorável”, disse. Guedes prosseguiu argumentando que “as OSs estão presentes em vários Municípios, a maioria das UPAs são gerenciadas por OSs”. Para ele, “essa não é uma discussão ideológica, é um debate administrativo”. A administração por uma entidade deste tipo é mais ágil e menos burocrática que a pública. Quanto à questão de custos e recursos, Guedes observou que 70% do custeio são de responsabilidade do Município, restando 30% ao governo federal. “Os repasses não cobrem completamente as despesas; é preciso equacionar, mas não é uma ação deliberada do governo federal é um problema histórico que não vem sendo enfrentado”, afirmou. Na opinião do secretário, a volta de um tributo específico para financiar a saúde, como a antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), seria bem vinda. “É uma fonte de recursos, um financiamento importante para a saúde, além de contribuir para o controle da movimentação bancária”, concluiu.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Os direitos das pessoas com doenças raras foram tema do minicurso “A Defesa dos Raros no Judiciário: Direitos Fundamentais e Proteção Laboral”, realizado na tarde desta quarta-feira (25) no P...
A relação das pessoas que compõem a Câmara Técnica que discutirá a implementação do piso salarial dos agentes educacionais foi publicada nesta quarta-feira (25). O Ato da Presidência nº 6/202...
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Assédio no Serviço Público receberá novas denúncias até este sábado (28). Foi necessário estabelecer esse limite em função do volume de manifestações já p...
Neste dia 25/02/2026, a Câmara Municipal de Araraquara se despede de Francisco Luiz Salvador, mais conhecido como Kiko Luiz. Jornalista e mestre de cerimônias, Kikão, como era carinhosamente ch...
O curso gratuito de “Montagem de Teatro Musical” está com inscrições abertas, até 6 de março, na Casa SP Afro, em parceria com o grupo 4i Artes e apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e...
A Prefeitura de Araraquara, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), está com matrículas abertas para o curso gratuito de Construtor de Telhados, com carga horária de...

O conteúdo do Portal da Câmara Municipal de Araraquara pode ser traduzido para a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) através da plataforma VLibras.
Clique aqui (ou acesse diretamente no endereço - https://www.vlibras.gov.br/) e utilize a plataforma.