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Dois servidores municipais da área da saúde usaram a Tribuna Popular na sessão da Câmara Municipal da terça-feira (1º) para defenderem a manutenção do funcionamento as Salas de Estabilização dos bairros do Vale do Sol e Selmi Dei. Claudemir Conte, servidor da área de emergência em Saúde (Samu), integrante da Central Sindical e Popular (Conlutas) e da Associação dos Mutuários de Araraquara (Amar), manifestou sua discordância e indignação sobre as condições de trabalho dos servidores na área de saúde e o consequente fechamento das Salas de Estabilização do Vale do Sol e do Selmi Dei. “Lutamos pelo cumprimento da Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990, cujo artigo 2º preconiza que a saúde é direito fundamental do ser humano, devendo o Estado promover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício”. Conte perguntou aos vereadores sobre o dinheiro destinado às Salas de Estabilização, “uma vez que é preconizada pela Portaria 2.338, de 3 outubro de 2011, que prevê o repasse de aproximadamente R$ 25mil, além das correções feitas nesse período. As salas existem, a população faz uso delas e é necessário o atendimento emergencial. E essas salas vão ser fechadas, conforme anunciado pelo secretário de Saúde”. O servidor lembrou que fiscalizar é função da Câmara Municipal. “Cabe aos senhores vereadores abrir este debate com a população de forma muito séria. Tem gente sofrendo, tem gente morrendo. E isso já não é fato, é escândalo. Não compactuamos com esta situação e não aceitamos o silêncio. Somos cidadãos, acima de tudo, e vamos gritar. Não vamos calar a boca. Não podemos omitir este debate,” sentenciou Conte. Ele também questionou onde estão os ministérios públicos estadual e federal e o Tribunal de Contas para avaliar este problema do fechamento das Salas de Estabilização. Conte disse que a determinação do fechamento aconteceu sem previa discussão com os servidores e com a população. Por fim, o servidor perguntou: “o que mudou depois da eleição? Havia médicos e hoje não tem mais. O secretário da Saúde para justificar um erro – a falta de médicos -, com outro erro fecha as unidades de saúde”.
A servidora municipal da área de saúde, Rosimeire Aparecida Pinheiro, da CSP – Conlutas – Central Sindical e Popular – Núcleo de Araraquara, também defendeu as Salas de Estabilização. “Este fechamento vai ocasionar enorme prejuízo à população, não só desses dois bairros, mas de bairros próximos, que utilizam essas duas unidades de saúde. Apesar de não ter médicos, há equipes de enfermagem que prestam serviços à população. Com as salas em funcionamento, as pessoas não precisam ir até a UPA Central e ficar esperando de 5 a 6 horas. As Salas de Estabilização foram construídas para diminuir a demanda nas UPAs e facilitar o atendimento médico à população. Por que não manter as Salas funcionando até quando for entregue a UPA do Selmi Dei?” Por fim, Rosimeire cobrou os vereadores. “Eu gostaria de perguntar aos senhores vereadores por que vocês não reagem quando o prefeito toma uma decisão deste tipo. Por que vocês não saem em defesa da população?”
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