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O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), Antônio Deliza Neto, ocupou a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Araraquara nesta terça-feira (17) para abordar o tema “Prejuízos às empresas locais decorrentes de feiras itinerantes sem autorização do poder público municipal”.
Disse que tem recebido assédio de inúmeros eventos do tipo que assolam a cidade e a Prefeitura nem sequer é comunicada.
Citou o exemplo de um evento desses que está acontecendo esta semana nas imediações de uma igreja, e a Prefeitura também não sabia.
Deliza disse que esteve em São Paulo e tratou do assunto com o governador Geraldo Alckmin, pedindo uma solução, pois as feiras estão se avolumando e trazendo prejuízos incalculáveis ao comércio local de cada cidade do Estado.
“Eles vendem toda ordem de produtos piratas e, lógico, com preços muito baixos. Colocam inclusive na mídia. Trata-se de uma concorrência desleal, pois, se tivéssemos as mesmas condições, seríamos imbatíveis”, afirmou, argumentando ainda que “o comércio é responsável por 60% dos empregos gerados em Araraquara e isso deve ter o seu peso”.
Para o presidente da entidade, as igrejas muitas vezes nem têm conhecimento do que se passa e querem apenas arrecadar “um dinheirinho” que vai ajudar a custear suas obras assistenciais.
Pediu a ajuda dos vereadores, argumentando que as leis existem, o que não tem é fiscalização. “Não temos nada contra os camelôs; não estou dizendo que eles não devem trabalhar, mas temos que ter igualdade de condições. Só queremos a aplicação da lei.”
Além das feiras itinerantes, pediu providências com relação ao centro da cidade, que está apinhado de vendedores ambulantes ilegais. “São goiabas, CDs piratas, óculos sendo vendidos em frente a óticas estabelecidas. A polícia não pode fazer nada. A Guarda Municipal pode, mas não faz. Lojistas se sentem acuados, pois, por vezes, são ameaçados e têm medo de denunciar”, afirmou.
Ao finalizar sua fala, argumentou ainda que o comércio legalizado é fiscalizado com frequência, enquanto os ilegais vêm de fora, levam um grande faturamento e não são importunados.
“Solicito a colaboração da Câmara para que possamos ter o amparo da lei. Vamos convergir para o mesmo fim, pois todos queremos que nossa cidade ande para a frente. Eu faço a minha parte. Represento 60% dos empregos de Araraquara e conto com vocês”, finalizou.
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