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A cena é contraditória: de um lado o bolsão de entulho e inservíveis do Jardim Santa Lúcia, limpinho e com pouco material; do outro, lixo domiciliar, entulho, pneus velhos, restos de oficinas mecânicas, pedaços de computador... Isso tudo a cerca de 20 metros do Rio do Ouro.
Incomodados com essa situação, em junho moradores e empresários do bairro procuraram pelo presidente da Câmara Municipal, vereador João Farias (PRB), em busca de ajuda. Relataram que caminhões cheios de entulho estão sendo jogados no final da rua Castro Alves, bem nos fundos do bolsão, lixo doméstico é deixado quase nos portões do posto de recebimento do Daae, as calçadas estão intransitáveis, duas grandes árvores da Rua Victor Lacorte estão precisando de poda, bueiros estão sem tampa, um perigo iminente, mas o que chama a atenção é lixo, muito lixo. Pessoas do Jardim Santa Lúcia e de outros bairros despejam o lixo indiscriminadamente na rua Afonso Lombardi entre as ruas 14 e 17, e segundo os moradores o local parece “terra de ninguém”. Emídio Gonçalves Maia, empresário estabelecido no local afirma: “precisamos de um olhar especial das autoridades para o nosso bairro. Tem lixo jogado por todo o lado. Pagamos impostos e temos direitos. Tive que fazer uma calçada às pressas sob pena de receber uma multa, enquanto a calçada da prefeitura é intransitável, até a placa de proibido jogar lixo está no meio do mato”.
Outra preocupação é com o Rio do Ouro, num momento em que tanto se fala em meio ambiente. “Me preocupa muito todo esse entulho e esse lixo aqui tão perto do rio. Quando cair um chuva forte vai tudo lá pra dentro. Em meio dia de trabalho uma máquina de prefeitura limpa tudo isso. É pedir demais?”, questiona José Carlos Ferro, funcionário de uma empresa do bairro. Farias encaminhou a demanda diretamente ao secretário municipal de obras e serviços e ratificou que “há mais de 30 dias esse problema foi relatado à prefeitura e até agora nada foi resolvido”.
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