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Há cerca de quinze dias, a comerciante Paloma Cristina dos Santos deparou-se com uma desagradável surpresa ao chegar ao seu quiosque de lanches na praça Scalamandré Sobrinho, em frente à Arena da Fonte. Durante a madrugada, vândalos haviam arrombado as portas do quiosque e roubado engradados inteiros de bebidas, além de doces e chicletes. Não satisfeitos, ainda acenderam a chapa e prepararam lanches, danificando seu registro de gás. “Pela sujeira que deixaram, sentaram-se aqui nas mesinhas e comeram para comemorar”, indigna-se, e acrescenta: “Um dos boletos dos doces, no valor de R$ 500, eu ainda vou pagar. Isso sem contar o conserto da porta”.
Cansada de acontecimentos desta natureza, Paloma entrou em contato com o gabinete do vereador Rafael de Angeli (PSDB), que visitou o local na quinta-feira (9). Situações como essas são corriqueiras no cotidiano dos proprietários de quiosques da praça. O vendedor de raspadinhas José Adilson das Neves, acompanhado do irmão Claudino, mostra as fechaduras reforçadas que se viu obrigado a instalar depois que o vizinho, garapeiro, teve o quiosque invadido. “Quebraram até o parapeito de mármore para entrar. Não vou esperar para ser o próximo, não é? A gente precisa se prevenir.”
“É preocupante observar esta inversão: os trabalhadores dentro de grades, enquanto os infratores estão livres para fazer estragos pela praça”, observa Angeli. Os roubos e atos de vandalismo ocorrem principalmente entre 2h e 4h, horário em que, de acordo com os comerciantes, não há movimento e nem policiamento ostensivo na área. Durante o dia, no entanto, os problemas são outros, como elenca Paloma: “Aqui presenciamos prostituição e tráfico de drogas em plena luz do dia. Os banheiros ficam inutilizáveis na maior parte do tempo, pois não há um funcionário fixo para a limpeza. O lixo se acumula sem recipientes adequados. Não há manutenção para os holofotes da praça, não há um fiscal de postura nos dias de eventos, e os ambulantes irregulares montam barraquinhas aqui na nossa frente. No dia a dia, nem adianta fechar o portão de acesso, porque o alambrado está aberto, qualquer um passa. Esta praça está literalmente abandonada”, conclui.
O vereador propôs-se a buscar soluções junto ao Executivo. “A medida mais urgente é a segurança. Entrarei em contato com a Guarda Municipal e a Polícia Militar para saber que providências são viáveis para resolver a questão. Com um bom policiamento, poderá haver um serviço de zeladoria para cuidar da manutenção e da limpeza. Verificarei junto aos órgãos competentes que medidas poderão ser tomadas também em relação à iluminação e me informarei sobre as condições dos serviços de câmeras de segurança”, adianta Angeli. O parlamentar também orientou os comerciantes locais a formarem um grupo em mídia social para comunicar movimentos suspeitos e acionar as forças policiais.
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