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A vereadora Gabriela Palombo (PT) irá recorrer da sentença de 11 meses e 10 dias de detenção em regime aberto e multa de 15 salários mínimos (R$ 10.170,00) à qual foi condenada. O anúncio foi feito durante em entrevista coletiva concedida na tarde da segunda-feira (9). O prazo para o recurso é até esta quarta-feira.
A parlamentar classifica a decisão de Hélio Benedini Ravagnani, juiz da 3ª Vara Criminal de Araraquara, como “exagerada, pouco comum nesses casos”. Otimista, Gabriela diz acreditar na reversão da sentença. Ela garante não ter falado mal da pessoa do promotor. “Apenas questionei uma investigação, fiz uma crítica como cidadã. Fui condenada sem ter lesado ninguém. Como cidadã eu fiz uma critica”.
Ela foi condenada por calúnia e injúria por utilizar seu blog para questionar o promotor de Justiça aposentado Flávio Nunes Filho, que investigava denúncias dela sobre supostas irregularidades na contratação de artistas e espetáculos por parte da Fundação de Arte e Cultura de Araraquara (Fundart). Na época, em julho de 2011, Gabriela ainda não detinha mandato parlamentar; ela era integrante do Conselho Municipal de Cultura. Após passar por dois promotores, o caso agora está sendo investigado pelo promotor Raul de Mello Franco Júnior, que solicitou quebra de sigilo bancário de alguns envolvidos, inclusive de duas empresas que teriam sido criadas e só prestaram serviços para a Fundação Municipal.
De acordo com a vereadora, “denunciamos casos pontuais, mas parece que eram apenas a ponta de um iceberg, pois o Ministério Público teria encontrado indícios de um esquema de desvio de altos valores”. Para ela, “o MP tem agido com muita contundência e responsabilidade”. Gabriela Palombo se diz tranqüila para prosseguir com seu mandato e não vê motivação política ou partidária na sentença. “Minha maior preocupação é desestimular que outras pessoas façam denúncias”, afirma.
A vereadora recebeu apoio da bancada e do Diretório Municipal do PT. Durante a entrevista coletiva os vereadores Édio Lopes, líder da bancada, e Donizete Simioni estiveram ao lado dela. “Ela tem nosso total apoio”, declarou Simioni. “Estamos solidários, ela defendeu os interesses da Fundação e o dinheiro público”, completou Édio.
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