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Um grupo de pessoas que lutam pela preservação da história da ferrovia na cidade de Araraquara luta para preservar duas locomotivas e mais um carro de passageiros, de serem completamente cortados por alicates hidráulicos e maçaricos. O desmonte faz parte da operação “limpa pátio” e ocorre por conta de uma Ação Civil Pública, iniciada em 2013, que determina que vagões e locomotivas abandonados na área urbana de Araraquara sejam retirados destes locais, pois causam diversos transtornos à população. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável hoje pelo acervo não utilizado pela concessionária do serviço de transporte ferroviário, determinou a destruição do patrimônio inservível.
O vereador Elias Chediek (PMDB) entrou em negociação com a Prefeitura e a Rumo Logística – concessionária do serviço do transporte ferroviário que passa por Araraquara, onde utiliza oficinas e pátio de manobras, para que duas locomotivas – Elétrica V8 e GP Diesel – e mais um carro de passageiros possam ser preservados e colocados em exposição na Gare da Estação de Ferroviária de Araraquara, para visitação pública.
Trabalho artesanal de reforma
Chediek, Geraldo Godoy – representante da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), Rodrigo Verardino De Stéfani - Gerente de Operação da Rumo ALL em Araraquara e Fabiana Virgílio - coordenadora de Acervos e Patrimônio Histórico da Prefeitura estiveram reunidos na segunda-feira, dia 19, procurando caminhos para retirar da lista do desmonte os veículos que interessam à memória ferroviária. Por conta do aniversário dos 200 anos da cidade de Araraquara, a Rumo estuda a reforma do acervo. Segundo De Stéfani, o trabalho será quase artesanal.
O Ministério Público entrou com Ação Civil Pública, em 2013, para pedir a retirada dos vagões em Araraquara. Inicialmente, o DNIT afirmou que os vagões não podem ser retirados do pátio porque são um patrimônio da União e não há um outro lugar para levá-los. O departamento fez leilões, mas que ninguém se interessou em comprá-los. Agora, a Justiça determinou a retirada dos vagões e a RUMO recebeu autorização do DNIT para destruir os vagões inservíveis. São cerca de 30 unidades, entre carga e passageiro e outras 10 locomotivas. Ao final da reunião, Chediek e Godoy estiveram nos pátios da ferroviária para identificar o equipamento para preservação.
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