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Os especialistas são unânimes em afirmar que o álcool é a porta de entrada para drogas mais pesadas. A mesma afirmação foi feita por Evandro Ciaramello Racosta, integrante da Liga de Prevenção de Araraquara, na Tribuna Popular da Câmara Municipal, nesta terça-feira (26), quando defendeu o Projeto de Lei que cria o Selo Estabelecimento Consciente. A Liga da Prevenção é um grupo formado por profissionais de diversas áreas – policiais, assistentes sociais, psicólogos, jornalistas e muito outros –, voltados à prevenção do uso de drogas. A primeira ação do grupo foi a apresentação do projeto que busca a redução da venda de álcool para menores, iniciativa realizada com grande sucesso em Santos, litoral paulista, tratado como pesquisa. “Como os resultados lá foram excelentes, resolvemos trazê-lo para Araraquara e adaptá-lo para uma lei. Apresentamos a ideia para a Câmara, que nos encaminhou ao Executivo, e lá fomos muito bem recebidos pelo prefeito Edinho Silva, que de pronto acolheu a iniciativa. Hoje o projeto já está nessa casa para ser votado”, disse Racosta. Foi enfático na afirmação de que adolescentes ou crianças começam com o álcool, e em seguida vão para a maconha, depois para a cocaína e muitas vezes chegam ao fundo do poço usando o crack, num caminho sem volta. O grupo resolveu que tinha que atuar, ou com os pais e parentes desses jovens, mostrando que não devem oferecer álcool para as crianças em casa, ou diretamente coibindo a venda no comércio. “Hoje a idade daqueles que começam no álcool deve ter caído para 11 anos, uma vez que o último levantamento é de 2012 e apontava 12 anos e meio. E muitas vezes começam em casa.” Foram formadas dez equipes de campo que vão fazer a fiscalização, contando cada uma com dois adolescentes, fiscal, motorista e guarda municipal descaracterizado. A Polícia Militar será comunicada sobre a atuação para ficar de sobreaviso. As ações acontecerão nos finais de semana, no período da tarde, quando serão inspecionados 100 estabelecimentos.
“Ao final dos trabalhos, vamos convocar a imprensa para uma cerimônia de divulgação dos nomes das empresas que não vendem álcool para menores e entregaremos a elas o Selo de Estabelecimento Consciente”, disse, lembrando que a Prefeitura está montando todo o programa e apoiando com recursos e com a logística. O comerciante que for flagrado vendendo álcool para menores terá que pagar uma multa pesada ou fazer um curso de conscientização e treinamento de quatro dias, meio período por dia, e terá que fazer uma prova com aproveitamento mínimo de 70%. No caso de uma segunda autuação, terá a atividade suspensa por 30 dias e, na terceira vez, terá cassado o seu alvará. Racosta encerrou seu pronunciamento alertando que “essa é uma alternativa, pois temos que deixar de ficar reclamando e partir para a ação. Nós contamos com apoio da sociedade e, como somos da área, acreditamos muito que vai funcionar”.
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