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Em março, a vereadora Fabi Virgílio (PT) endereçou um requerimento à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), solicitando laudo de suposta emissão de gás sulfídrico em indústria de laticínios de Araraquara.
O documento, que foi aprovado na Sessão Ordinária da Câmara do dia 7 de março, relatava a reclamação de moradores e comerciantes sobre um forte e insistente cheiro de “coisa podre” no ar na região da Vila Xavier, incluindo bairros como Vila Maria, Jardim Santa Júlia, Yolanda Ópice, Jardim Brasil, Jardim América, Jardim Floridiana, Vila Renata, Vila Vieira, Jardim Ana Adelaide e Parque Gramado.
“Eles acreditam que se trate de gás sulfídrico, o chamado gás do ovo podre, o qual pode estar sendo emitido pela empresa que assumiu a planta da Nestlé na Vila Maria em agosto de 2019, quando começaram as ocorrências de mau cheiro no ar. Os moradores explicam que, antes da mudança de administração, não havia mau cheio no ar; depois, ficou impossível deixar a casa aberta. Além disso, a população local alega mal-estar geral, ânsia, vômito, dor de cabeça e sangramento nasal devido à inalação do gás”, reforçou a parlamentar no requerimento.
Fabi também destacava que “o suposto gás é tóxico e pode, de fato, provocar essas reações, dentre outras mais graves, quando a exposição é maior. As indústrias de laticínios não têm obrigação de apresentar laudo de emissão de gás sulfídrico, e queremos saber da Cetesb o motivo disso, já que se trata de gás tóxico. Aproveitamos também para solicitar o laudo a fim de que, se confirmada a suspeita, sejam tomadas as devidas medidas para impedir a continuidade dessa ação danosa aos moradores e comerciantes do entorno da fábrica e ao bioma da região”.
Esclarecimentos
Em resposta, a Gerência da Agência Ambiental de Araraquara da Cetesb (CGA) informou que, em 29 de março, em decorrência das reclamações de emissão de substâncias odoríferas para a atmosfera, formuladas por moradores próximos à empresa Laticínios Bela Vista Ltda. (antiga Nestlé), localizada na Rua Bahia, número 100, na Vila Xavier, técnicos da Agência, em conjunto com os técnicos dos setores de Apoio em Avaliação Ambiental de Efluentes e de Apoio em Avaliação de Impactos Atmosféricos, da Cetesb/São Paulo, realizaram inspeção técnica na Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos Industriais da empresa em questão.
“A identificação de substâncias odoríferas na atmosfera, por vezes, é de difícil percepção, pois neste caso, além de ocorrer de forma intermitente, há também o fator humano, o efeito das condições climáticas, como temperatura, inversão térmica, direção dos ventos e a concentração do poluente, entre outros”, pontua.
O setor esclarece que, durante a inspeção, os técnicos da Cetesb percorreram o entorno da fábrica e as ruas adjacentes, em diferentes horários, na tentativa de identificar o odor e, consequentemente, a fonte emissora. “De acordo com o diagnóstico apresentado pela equipe técnica, as áreas críticas da Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos com forte percepção de odor foram a Unidade de Flotação e o Sistema de Tratamento de Lodo.”
Quanto à emissão de gás sulfídrico (H2S), a Gerência coloca que eventualmente poderá ocorrer em sistemas de tratamento aeróbio, quando houver problemas operacionais como, por exemplo, o armazenamento de efluentes por tempo prolongado, o que não teria sido constatado durante a vistoria. “A partir do diagnóstico elaborado pelos técnicos da Cetesb, foi encaminhada carta à empresa, solicitando as seguintes providências, no prazo de 30 dias: revisão do sistema de isolamento para coleta de gases gerados na Unidade de Flotação; revisão de todo o sistema de exaustão de gases instalado no Sistema de Tratamento de Sólidos (lodo); vedação de todas as aberturas existentes no Sistema de Tratamento de Sólidos (lodo) para evitar o escape de gases de odor desagradável para a atmosfera, com potencial de atingir a vizinhança, a depender das condições atmosféricas locais; e instalação de medidor de vazão na entrada da Estação de Tratamento dos Efluentes Líquidos industriais.”
A Gerência finaliza reforçando que a Cetesb acompanhará o caso, e a comunidade circunvizinha à empresa será informada sobre as melhorias a serem realizadas na Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos Industriais, visando a eliminar a emissão de odores para além da área de propriedade da mesma. “Outrossim, ressaltamos que a Cetesb dará continuidade às suas ações de controle junto à empresa, nos termos da legislação ambiental vigente”, conclui.
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