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Alfabetizar e promover acolhimento por meio de atividades lúdicas e artísticas, esse é um dos trabalhos desenvolvidos nas oficinas realizadas no Lar Nossa Senhora das Mercês. Dirigido pela irmã Cida, o espaço recebe crianças e adolescentes de até 15 anos nos horários em que estes não estão na escola. Com o intuito de conhecer o trabalho desenvolvido e identificar possibilidades de somar esforços por parte do poder público municipal, a vereadora Thainara Faria (PT) esteve mais uma vez na instituição na tarde da quarta-feira (30) e acompanhou algumas das aulas. “Conhecer as diferentes perspectivas educacionais e integrá-las ao trabalho desenvolvido pelo município é imprescindível para conquistarmos maior qualidade no ensino oferecido à população que mais precisa”, declarou a parlamentar.
Desenvolver competências de acordo com as habilidades de cada um é o forte da instituição. Os alunos têm aula de recreação, crochê, leitura, teatro, dentre outras. O professor de teatro e pedagogo Mauro Gomes de Camargos contou sobre o projeto. “Quando ingressei para o Lar, não sabia das dimensões e das complexas realidades aqui presentes. Na oficina de teatro, trabalhamos não apenas a encenação, mas a leitura, a interpretação de texto. Muitos alunos não sabem ler e as atividades não ortodoxas surgem como uma oportunidade para ensinar aquilo que deveria ser ensinado nas escolas”, pontuou Camargos. A constatação de que alguns estudantes estão com dificuldades na leitura chamou a atenção de Thainara, que se comprometeu em verificar junto à Secretaria Municipal de Educação como está a situação das escolas da região. “Entender a realidade de cada instituição, identificar os gargalos e trabalhar por melhorias, esse deve ser o nosso trabalho.”
O Lar
Formada por voluntários, a equipe tem como prioridade transformar a vida de meninos e meninas que vivem em situação de vulnerabilidade no bairro São Rafael e na região norte da cidade. O tráfico de drogas, a pobreza e a falta de acesso a direitos básicos dificultam o processo de aprendizado dos alunos e é na tentativa de mitigar os danos sociais que os profissionais da entidade trabalham. “Recebemos crianças de realidades tão duras que nosso empenho é, em grande parte, em acolher e oferecer um atendimento humanizado. O nosso aluno precisa compreender que é uma pessoa especial e importante para a sociedade”, reiterou a irmã Cida.
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