Publicado por: Foto: Prefeitura de Navegantes/SC
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A prática cultural das rezadeiras e benzedeiras como ofício da cura de doenças físicas e espirituais está presente na sociedade brasileira e consiste em uma prática de saber popular, constituindo-se como um patrimônio imaterial. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), “os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas)”. A Constituição Federal de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial.
Por isso, as vereadoras Fabi Virgílio (PT), Filipa Brunelli (PT) e Luna Meyer (PDT) apresentaram projeto buscando reconhecer o ofício das rezadeiras e benzedeiras, valorizando saberes ancestrais atrelados ao entendimento de que o conceito de saúde, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é “o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença”.
Em dezembro do ano passado, a lei foi sancionada pela Prefeitura, instituindo e incluindo no Calendário Oficial de Eventos de Araraquara o “Dia Municipal do Ofício das Rezadeiras e Benzedeiras”, a ser comemorado anualmente em 26 de julho.
O dia foi escolhido porque é a data em que se comemora o Dia dos Avós – Dia de Santa Ana e São Joaquim, respectivamente mãe e pai de Maria e, portanto, avós de Jesus Cristo, segundo a tradição católica. Dia também da Orixá Nanã (segundo a tradição das religiões afro-brasileiras), uma divindade que reside nos domínios existentes entre a vida e a morte, guardiã do conhecimento ancestral.
“Escolhemos o dia 26 de julho justamente para ressaltar a importância da figura do avô, da avó, dos nossos ancestrais, das pessoas mais velhas que possuem sabedoria e experiência. Através da fé, esse saber ancestral foi passado de geração em geração em um tempo em que o acesso a médicos e hospitais era privilégio de poucos. Muitos recorriam às rezadeiras e benzedeiras, pois também possuem grandes entendimentos da medicina da natureza. Nos dias atuais, não é tão comum vermos rezadeiras e benzedeiras como nos tempos de outrora, mas há ainda quem não abra mão de buscar a cura pelas mãos e pela sabedoria dos mais velhos que, geralmente, são os detentores desses conhecimentos”, explicaram as parlamentares.
O dia poderá ser comemorado com palestras, seminários, exposições, atividades e eventos que possam prover visibilidade a esse tradicional ofício no município e no país. Os recursos necessários para atender às despesas com a execução da lei são obtidos mediante parcerias com empresas da iniciativa privada ou governamental, sem acarretar ônus para o Município.
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