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Na manhã desta segunda-feira (5), Dia do Meio Ambiente, a Câmara promoveu uma Mesa Redonda online com o tema “Moeda Verde, por que incentivar?”. O encontro, conduzido pela vereadora Fabi Virgílio (PT), contou com a presença da coordenadora municipal de Segurança Alimentar, Silvani Silva, e da gerente municipal de Economia Criativa e Solidária, Flávia Andrade. O debate foi transmitido ao vivo pela TV Câmara no canal 17 da NET/Claro.
Logo no início do bate-papo, Fabi instigou as entrevistadas sobre a importância do tema, lançando a pergunta “o que a moeda verde tem a ver com segurança alimentar?”, uma vez que, segundo a parlamentar, o Brasil entra novamente no mapa da fome, englobando mais de 30 milhões de brasileiros vivendo nessa situação. Ao mesmo tempo, ela ressaltou que o país ocupa a 10ª colocação em desperdício de alimentos.
Desperdício
“Acredito que esses dados têm uma conexão direta porque não há como falar de miséria e do que a gente produz sem perguntar para onde estão indo esses alimentos, que poderiam ser utilizados”, argumentou a vereadora.
Para Silvani, antes da implantação de qualquer política pública de segurança alimentar, deve-se pensar sobre o desperdício. “A gente precisa rever os nossos padrões, estimulando o consumo consciente nas nossas casas. O desperdício de alimentos é o resultado de uma lógica capitalista que começa com a compra de sementes e atinge toda a cadeia de produção, que é complexa. Cabe ao poder público e à sociedade revisar a lógica da barriga vazia e da lixeira cheia. Penso que a moeda verde é um meio para mitigar o problema do desperdício.”
Banco de alimentos
A coordenadora pontuou ainda a atuação do Banco Municipal de Alimentos, que bateu a marca de uma tonelada de orgânicos processados que seriam desperdiçados, poluindo os aterros e gerando custos. “Esses alimentos foram doados por parceiros para a produção de compotas, molhos, doces e não contabiliza a quantidade de alimentos que foi doada para alimentar a população em situação de vulnerabilidade social em Araraquara.”
Economia solidária
Nesse contexto, de acordo com Flávia, Araraquara já contempla um plano municipal para a criação da moeda social e mais recentemente traçou diretrizes para um banco comunitário. “Existem mais de 100 moedas sociais no Brasil e o primeiro banco comunitário, o Palmas, que é de Fortaleza, foi criado em 1989. Em Araraquara, estamos dando os primeiros passos com uma iniciativa de desenvolvimento local para a criação da moeda social e verde.”
“O intuito da criação da moeda social é reduzir, reciclar e reutilizar, palavras que estão interligadas à economia criativa. Em Araraquara, há iniciativas importantes, como as feiras para escoamento de produtos de artesãos, assim como a implementação de diversas cooperativas, que visam à requalificação dos profissionais envolvidos”, destacou Fabi.
Desenvolvimento econômico
De acordo com Flávia, a moeda verde cumpre como função social trabalhar o desenvolvimento econômico local – cidade, distrito ou bairro -, englobando o comerciante, a população e o apoio do poder público. “O problema do descarte é real, embora exista no município sete cooperativas na incubadora pública de economia criativa e solidária, três delas trabalham com o recolhimento de resíduos sólidos, entre elas, a Acácia.”
Como resumo, as participantes apostam na confiança entre os três atores - comerciante, população e poder público – como fundamental para o fortalecimento da economia circular sem desperdício e com atenção à alimentação para todos, para a conclusão de um ciclo próspero.
Além disso, Flávia acredita na educação infantil como base para que o projeto de economia solidária ganhe forma e força em Araraquara. “Torço para que as próximas gerações tenham clareza sobre esses processos, fomentando a colaboração, preservando o meio ambiente e combatendo a fome.”
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