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Com a proposta de utilizar o cão como um instrumento lúdico transformando atividades educacionais e terapêuticas em brincadeiras e fontes de estímulos sensoriais, o projeto do Cão Terapia apresenta bons resultados às pessoas com deficiência intelectual e motora. O modelo adotado pela Associação de Pais Amigos Excepcionais (Apae) de Matão pode ser copiado para a instituição de Araraquara melhorando o desenvolvimento emocional e afetivo, além do controle motor e gestual, vocabulário e a cognição dos alunos. A proposta está sendo articulada pela vereadora Juliana Damus (PP). “Já tínhamos conhecido o projeto em Matão no passado, mas, voltamos até lá com representantes da Apae de Araraquara para verificar os detalhes e aplicar na cidade”, diz Juliana. A parlamentar já reuniu possíveis parceiros como o adestrador Neivaldo Bernardes e o proprietário da Casa Agropecuária Mutum, Michel Bedran, propostos a levar os animais e interagir com os alunos, além de ceder materiais de consumo como brinquedos, ração e outros itens necessários durante as aulas, respectivamente. Em Matão, o projeto atende desde 2007 a 50 alunos dos quase 200 da Apae e tem o apoio da iniciativa privada. Lá, existe a turma da manhã e da tarde duas vezes por semana. Cada aula dura trinta minutos e divide os alunos, conforme a faixa etária. O projeto batizado de ‘Campanha cão em ação’ tem custo mensal de R$ 2 mil mensal com o material de consumo, além do pagamento do adestrador, e outros profissionais como a fonoaudióloga, psicóloga, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta. Em Araraquara, Apae tem pouco mais de 300 alunos divididos em diferentes síndromes e deficiências. E o custo final deve ser mais baixo porque o gasto com os profissionais multidisciplinares pode ser suprimido porque a instituição já dispõe desse corpo docente. A terapeuta ocupacional Andressa Napeloso, o educador físico Márcio Gonçalves, e o fisioterapeuta Claudio Galvani, inclusive, participaram da reunião em Matão. Para a psicóloga Cristiane Maria Zihany Adriano, a fonoaudióloga Viviane Heloisa de Moraes Santos, a terapeuta ocupacional Natalia Veronesi Cappi, e o fisioterapeuta Danilo Messi, todos eles da Apae de Matão, o projeto do cão terapia dura, em média, um ano letivo para cada aluno. Por trabalhar vários conceitos simultâneos, seja por toque, cor, ou um jogo de memória com a foto dos cães, são bons os resultados nas avaliações de atenção, concentração, disciplina, equilíbrio, conceito de orientação espacial, lateralidade e parte motora. O modelo de Araraquara deve ser semelhante ao de Matão com a utilização de cães já orientados pelo adestrador, mas sem vínculo direto com a Apae. Silvio Santos, é o adestrador da Associação e cabe a ele pegar até três cachorros por dia nas casas dos moradores credenciados e leva-los às aulas. Para esse processo, o dono do animal se compromete na atividade parceira. “Vamos buscar mais parceiros, iniciar o curso específico para os profissionais da Apae e tentar colocar o projeto em prática para o bem-estar dos alunos”, destaca Juliana.
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